A ACVF - Associação Caçadores de Vale Frechoso informa todos os caçadores, de que poderão realizar as suas candidaturas através das seguintes formas:
e-mail - ass.cacadoresvalefrechoso@gmail.com
fax - 278 516 145
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http://www.afn.min-agricultura.pt/portal/outros/formulario/caca/zcm-candidatura-ao-exercicio-da-caca/zcm-candidatura-ao-exercicio-da-caca
Depois de décadas de ausência do nordeste transmontano, o JAVALI (Sus Scrofa) parece ter regressado em força, como o comprovam as frequentes queixas dos agricultores, nas culturas de quem estes suínos saciam o apetite voraz de que são dotados. Animal furtivo e difícil de observar por parte o homem, a sua identificação é contudo muito fácil, mais não seja pelas suas parecenças com o porco doméstico: silhueta compacta e poderosa, membros curtos e fortes, ausência aparente de pescoço e cabeça grande e afunilada, conferindo-lhe um aspecto sólido e resistente. A pelagem, entre o cinzento escuro e o negro nos adultos, é constituída por pêlos mais ou menos compridos - as cerdas - que exalam um forte odor. A pelagem é mais densa no Inverno, apresentando um subpêlo rijo e denso que não se observa nos porcos domésticos. Até aos cinco/seis meses de idade tem uma pelagem amarelada, com riscas horizontais de cor castanho-claro no dorso. Os machos chegam a medir 150 cm e a ultrapassar os 100 kg de peso; as fêmeas, de menores dimensões, medem entre120 e140 cm e pesam cerca de 80 kg. O javali apresenta uma actividade essencialmente crepuscular e nocturna. Durante a maior parte do ano verifica-se e existência de dois grupos sociais distintos, um constituído por fêmeas com crias e juvenis de ambos os sexos e outro por machos adultos e sub-adultos, que apenas se aproxima do grupo de fêmeas e jovens na época da reprodução. Ocorre por vezes a presença de machos adultos solitários. Tal como o porco doméstico, também o javali é um animal omnívoro, mas sobretudo herbívoro; assim, os elementos constituintes da sua dieta são frutos, raízes, bolbos, tubérculos, partes aéreas de pequenas plantas, larvas de insectos, pequenos vertebrados (ratos, lebres, coelhos), ovos e mesmo cadáveres de outros animais. Regista-se no entanto uma preferência nítida por bolotas, castanhas e cereais, o que produz necessariamente incompatibilidades com a exploração agrícola. Em termos de habitat, esta espécie necessita sobretudo de dois elementos: extensas zonas de abrigo - essencialmente constituídas por matos cerrados - e presença de água. Tem os sentidos da audição e do olfacto bem desenvolvidos, ao contrário da visão. Tem também um paladar excepcional, chegando a distinguir diferentes qualidades de batatas.
A RAPOSA (Vulpes vulpes) é o carnívoro selvagem com maior distribuição e abundância do mundo. Tem um focinho esguio, rematado por umas orelhas longas e pontiagudas, e uma cauda espessa e vistosa com cerca de 50 cm de comprimento. A pelagem é castanho-avermelhada, e as patas estão dotadas de garras não retrácteis. O corpo e a cabeça apresentam um comprimento que pode variar entre 60 a 90 cm, e um peso entre 5 a 10 kg. As fêmeas são sensivelmente menores que os machos. É um animal com uma actividade essencialmente crepuscular e uma dieta quase exclusivamente carnívora. Dela fazem parte pequenos mamíferos - coelhos, lebres, ouriços-cacheiros -, aves, peixes, insectos, e ocasionalmente frutos silvestres e cultivados. Os desperdícios humanos são também procurados em épocas de maior carência, sendo por isso comum aproximarem-se de lixeiras próximas de centros urbanos. Consome cerca de 500 g de alimento por dia. O que não caça e não come no próprio dia esconde para consumo superior. Chega a ter cerca de 20 esconderijos de comida, conseguindo lembrar-se de todos eles. Nas zonas rurais, por vezes assalta os galinheiros, tendo o hábito de matar em excesso, o que lhe vale uma má fama entre essas comunidades. Vive em grupos, formado por um macho adulto e várias fêmeas. A época de acasalamento ocorre em Janeiro/Fevereiro e os nascimentos verificam-se na Primavera, tendo a gestação uma duração de cerca de dois meses. A ninhada - uma por ano - é geralmente composta por 4 a 5 crias. Utiliza tocas escavadas e protegidas pela vegetação, construídas por ela própria ou aproveitando as de texugos ou coelhos. Vive um máximo de 9 anos.
A PERDIZ (Alectoris Rufa) é uma das espécies cinegéticas preferidas dos caçadores portugueses e bastante abundante no nordeste transmontano.
Para além da Península Ibérica, apenas se encontra presente em França, Norte de Itália e parte da Grã-Bretanha, onde foi introduzida. Costuma andar em pequenos bandos, com um máximo de 15 indivíduos. Voa rente ao solo, depois de uma pequena corrida para tomar balanço. É uma excelente andarilha e tem um tamanho entre 35 e 40 cm.
Apresenta os flancos caracteristicamente estriados de castanho e branco, com uma linha preta contornando o branco das faces e descendo até ao peito, onde forma um colar negro e de onde partem estrias da mesma cor que salpicam o cinzento do peito. As costas e a parte superior da cabeça são num quente tom de castanho, o bico e as patas vermelhas. O macho é maior e mais pesado do que a fêmea, apresentando uma cabeça mais volumosa.
É uma ave que prefere especialmente as zonas de culturas cerealíferas, mas também se pode encontrar na periferia das áreas incultas ou matos, por vezes também em vinhas. A sua alimentação é essencialmente insectívora no primeiro ano de vida, e evolui depois radicalmente por forma a englobar produtos de origem quase só vegetal.
O acasalamento destas aves ocorre geralmente entre Fevereiro e Março, podendo haver alterações conforme as condições atmosféricas; fazem o ninho geralmente no chão, junto a tufos de ervas, debaixo de ramos secos, junto a linhas de água. A postura é feita entre Abril e Maio, com um número de ovos (amarelados com manchas avermelhadas) entre 8 e 23 (em média 12); a incubação dura cerca de 23 dias, e por vezes em dois ninhos, um incubado pelo macho e outro pela fêmea.) é uma das espécies cinegéticas preferidas dos caçadores portugueses e bastante abundante no nordeste transmontano.
Para além da Península Ibérica, apenas se encontra presente em França, Norte de Itália e parte da Grã-Bretanha, onde foi introduzida. Costuma andar em pequenos bandos, com um máximo de 15 indivíduos. Voa rente ao solo, depois de uma pequena corrida para tomar balanço. É uma excelente andarilha e tem um tamanho entre 35 e 40 cm.
Apresenta os flancos caracteristicamente estriados de castanho e branco, com uma linha preta contornando o branco das faces e descendo até ao peito, onde forma um colar negro e de onde partem estrias da mesma cor que salpicam o cinzento do peito. As costas e a parte superior da cabeça são num quente tom de castanho, o bico e as patas vermelhas. O macho é maior e mais pesado do que a fêmea, apresentando uma cabeça mais volumosa.
É uma ave que prefere especialmente as zonas de culturas cerealíferas, mas também se pode encontrar na periferia das áreas incultas ou matos, por vezes também em vinhas. A sua alimentação é essencialmente insectívora no primeiro ano de vida, e evolui depois radicalmente por forma a englobar produtos de origem quase só vegetal.
O acasalamento destas aves ocorre geralmente entre Fevereiro e Março, podendo haver alterações conforme as condições atmosféricas; fazem o ninho geralmente no chão, junto a tufos de ervas, debaixo de ramos secos, junto a linhas de água. A postura é feita entre Abril e Maio, com um número de ovos (amarelados com manchas avermelhadas) entre 8 e 23 (em média 12); a incubação dura cerca de 23 dias, e por vezes em dois ninhos, um incubado pelo macho e outro pela fêmea.
Como caça maior passeia-se, alimenta-se e acoita-se o poderoso e robusto JAVALI, que em noites de lua cheia se realiza nossa anual montaria, que proporciona inesquecíveis lances.
Inserida na Terra Quente do Nordeste Transmontano, Freguesia de Vale Frechoso no Concelho de Vila Flor, a nossa Zona de Caça Municipal assenta essencialmente em terreno de olival, modéstia à parte, é de onde provém um dos melhores azeites do mundo. Temos sempre presente que também nós caçadores podemos contribuir de uma forma decisiva para a melhoria do meio ambiente, coabitando harmoniosamente e de uma forma sustentada com a caça.